Meninas do Flôr de Muçambê lançam primeiro CD na Fenearte

Meninas do Flôr de Muçambê lançam primeiro CD na Fenearte

Banda pernambucana toca música nordestina com instrumentos eruditos



Flôr de Muçambê lança disco na Fenearte/Foto: Divulgação

Elas se conheceram durante o tempo em que tocavam todas juntas na Orquestra Jovem do Conservatório Pernambucano de Música e sempre nutriram paixão pelo popular, mais especificamente pelo forró. As meninas do Flôr de Muçambê lançam seu primeiro CD (homônimo), amanhã, às 18h30, no palco principal da Fenearte, no Centro de Convenções de Olinda.
 
 

De acordo com Gizelle Dias (vocalista, violinista e fundadora), a ideia de formar um grupo de mulheres que tocam música nordestina com instrumentos clássicos foi inspirada no quarteto britânico Bond (que faz versões de músicas pop e rock utilizando-se de violinos e cello) e na intenção de aproximar o erudito e o popular.
 
Bond, quarteto britânico que inspirou as pernambucanas do Flôr de Muçambê
 

Gizelle diverte-se ao lembrar do estranhamento que causam quando o Flôr de Muçambê toca em eventos e festas populares. “Tem gente que olha pra gente no palco, antes de tocarmos, e já fica chateada. Por conta dos instrumentos, as pessoas acham que vamos só tocar erudito. Mas depois ficam extasiadas e, no final dos shows, nos pedem discos pra comprar discos”.

Nas apresentações ao vivo, como a que acontece na Fenearte, Gizelle, Manoela Dias (violino), Roberta Vieira (viola), Roberta Vieira (viola) e Valquíria Janie (cello) são acompanhadas por outros músicos.

Em 2010, mesmo sem ter feitos shows fora do estado, o Flôr de Muçambê participou do Brazilian Day, realizado em Estocolmo, Suécia, sendo o único grupo de Pernambuco no evento. “Um produtor pernambucano que morava lá assistiu a um vídeo nosso no YouTube, gostou muito e nos convidou”, relembra Gizelle.
 
Flôr de Muçambê no Brazilian Day
 
 
Primeiro CD da Flôr de Muçambê
Primeiro CD da Flôr de Muçambê
O CD Flôr de Muçambê foi produzido com recursos do Funcultura. A direção musical e a produção são do maestro Spok, a paraibana Elba Ramalho participa como convidada especial cantando na faixa Ai que saudade d´ocê, clássico de Vital Farias. Os arranjos de cordas são assinados pelo maestro Duda - avô de Gizelle Dias.
 
Tocam ainda no disco Lucas dos Prazeres (percussão), Luciano Magno (guitarra, viola e violão), Beto Hortis (sanfona), entre outros. 

Entre os destaques do álbum, a bela interpretação das meninas e, em particular, da vocalista, na cançãoEu só quero um xodó (Dominguinhos e Anastácia) e a instrumental Lamento sertanejo (Dominguinhos e Gilberto Gil). O bonito maracatu Menino do mar (Gizelle Dias) é a única composição autoral da banda, mas mostra que elas têm potencial para investir em criações próprias. O que deve acontecer no próximo álbum, segundo Gizelle.

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