Aglailson não acredita que Elias Lira tenha lhe prejudicado
Em seu discurso, José Aglailson fez um balanço de sua administração e relatou algumas de suas conquistas enquanto gestor público. “Fiz em Vitória de Santo Antão uma história que não se apaga. Espero que esta Câmara entre para a história porque fez justiça comigo!”, afirmou antes de saber que não teria a maioria qualificada.
Dos 11 Vereadores, apenas Antonio Gabriel – o Toninho (PR) não compareceu; entre os dez parlamentares, três foram favoráveis ao parecer do TCE, seis contrários e uma abstenção. Aglailson precisava de 08 votos a seu favor, o que representaria conforme legislação específica para esta votação 2/3 do total, porém obteve apenas 06. Portanto, vingou a recomendação do TCE/PE, abrindo um precedente para a sua inegibilidade política.
O ex-gestor afirmou que não será candidato nas próximas eleições e aproveitou para criticar a imprensa digital que faz críticas a sua atuação. “Quero dizer a esta imprensa que nos critica que eu faria tudo de novo”, afrontou. Crente de que o prefeito de Vitória, Elias Lira (PSD), não se movimentou para influenciar no resultado final de suas contas na Câmara Municipal, Aglailson relatou: “Elias Lira nos garantiu que não nos prejudicaria. Ele até disse que se fosse vereador votaria a meu favor”, declarou o socialista na Tribuna da Câmara nesta quinta-feira (10/10).
Aglailson aproveitou para pedir desculpas ao vereador Geraldo Filho (PTC) pelos fatos ocorridos nas eleições 2012 e afirmou que pessoalmente não teve nenhum envolvimento com os episódios que aborreceram o seu pai, Geraldo Enfermeiro.
José Aglailson toma para si a articulação que garantiu o lançamento da candidatura do governador Eduardo Campos. “Eu fui um grande incentivador para que Eduardo saísse candidato ao Governo do Estado. O convenci de que era a melhor estratégia para ganharmos espaço e chegar ao Palácio do Campo das Princesas”, contou orgulhoso.
Por fim, foram favoráveis a Aglailson os vereadores Edvaldo Bione (sem partido), Bau Nogueira e Novo da Banca (ambos do PSD), Sandro da Banca (PTC), Dr. Saulo Albuquerque (PSB) e Danda da Feijoada (PR). Com a derrota, o seu advogado Paulo Varejão considerou que o julgamento foi político e prometeu tomar algumas medidas, mesmo reconhecendo que este resultado finaliza o trâmite da rejeição das Contas de Governo de José Aglailson.
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