Grupo faz 'manifestação zen' no gramado do Congresso
10 de julho de 2013 | 20h 48
DAIENE CARDOSO - Agência Estado
Diferentemente dos protestos que reuniram multidões barulhentas e indignadas nas últimas semanas, o gramado do Congresso Nacional recebeu na noite desta quarta-feira um grupo de aproximadamente 100 "militantes espiritualistas" num "ato zen". Em posição de lótus, os manifestantes não gritavam, não criticavam ou atacavam os parlamentares, apenas se sentaram diante do Congresso para "emanar" energia positiva e "iluminar" a sabedoria de deputados e senadores.
"A ideia é uma meditação, mas não deixa de ser uma manifestação voltada para emanar para o Congresso Nacional luz e sabedoria", explicou o professor de Educação Física, Antônio Carlos Carvalho, um dos participantes do "ato zen". Segundo ele, a manifestação reuniu pessoas de diversas religiões e cada um fez a sua oração pedindo paz e boas decisões para os parlamentares. Uma das poucas faixas utilizadas pelo grupo dizia: "Ofereça seu silêncio, sua meditação e suas orações pela paz e pelas boas e necessárias decisões."
Enquanto os "espiritualistas" se esforçavam para enviar energia positiva para o Congresso, o plenário da Câmara debatia o projeto que destina os recursos dos royalties do petróleo para saúde e educação. Policiais acompanhavam o ato à distância, sabendo que pelo menos nesta noite não havia qualquer risco de invasão do Parlamento.
Após decidirem pela manutenção da greve, servidores fazem nova manifestação em BH
Prefeitura propõe reajuste de 6,2% e R$ 1 a mais para alimentação; categoria rejeita
PUBLICADO EM 03/05/13 - 11h44
Funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) fazem mais uma manifestação no centro da capital, na manhã desta sexta-feira (3). Após se reuniram em assembleia, na Praça da Estação, eles decidiram pela manutenção da greve, que começou na última terça-feira (30). O Sindicato dos Servidores Públicos de Belo Horizonte (Sindibel) afirma que mais de mil pessoas participam do protesto. Já o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (PM) contabiliza cerca de 800 manifestantes.
Por volta das 11h, a categoria deixou a Praça da Estação com destino à porta da prefeitura, na avenida Afonso Pena. Durante o deslocamento, eles ocuparam uma das faixas da avenida, sentido Mangabeiras, e deixaram o trânsito na região bastante complicado. O congestionamento afetou motoristas que passavam pelas avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Amazonas e Elevado Castelo Branco.
Os servidores reivindicam reajuste salarial de 22%, aumento do vale-alimentação de R$ 15 para R$ 25, abertura de concursos públicos para pôr fim à terceirização na prefeitura, além de melhores condições de trabalho. No entanto, a prefeitura propõe reajuste de 6,2% e R$ 1 a mais para alimentação, mas a proposta foi rejeitada. "Tivemos uma assembleia hoje de manhã e rejeitamos de novo a proposta apresentada pela prefeitura de zero de reajuste para 2013 e de 6,2% a partir de dezembro", explica Célia Lelis, presidente do sindicato. Diante do impasse, o movimento se mantém até pelo menos segunda-feira (6), quando haverá uma assembleia unificada, às 14h, na Praça da Estação.
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