Dois sobreviventes do incêndio na Kiss recebem alta
Estudantes passaram mais de quatro meses internadas em Porto Alegre; duas mulheres permanecem em hospitais no Rio Grande do Sul
Cerca de 100 estudantes de vários cursos da UFSM participam de uma caminhada em homenagem às vítimas da boate Kiss - Juliano Mendes/Ag. RBS/Folhapress
Dois sobreviventes do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), receberam alta nesta quarta-feira após mais de quatro meses internados.
Os estudantes Cristina Peiter, de 23 anos, e Marcos Belinazzo Tomazetti, de 25, deixaram o Hospital de Clínicas de Porto Alegre durante a noite. Após receber alta, Cristina, que estuda engenharia florestal na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), seguiu para a cidade de Casca, no norte do estado, onde sua família vive. Ela sofreu queimaduras em 22% do corpo. Estudante de agronomia da UFSM, Tomazetti havia recebido alta no dia 4 de abril, mas voltou a ser internado no dia 1º de maio por recomendação médica.
Outras duas mulheres permanecem internadas. Nenhuma delas está em estado grave ou necessita de auxílio de aparelhos para respirar. Renata Pase Ravanello, de 25 anos, funcionária da prefeitura de Júlio de Castilhos, teve cerca de 20% do corpo queimado. Ritchieli Pedroso Lucas, de 19 anos, segue internada sem previsão de alta no Hospital Mãe de Deus. Caloura do curso de ciências biológicas na UFSM, ela perdeu a irmã, Driele Pedroso Lucas, de 23 anos, no incêndio. Driele morreu no dia 7 de março. Ao todo, o incêndio matou 242 pessoas.
Liberdade – Nesta quarta-feira, a Justiça concedeu liberdade provisória para os dois sócios da boate, Elissandro Spohr (conhecido como o Kiko) e Mauro Londero Hoffmann, e os músicos da banda Gurizada Fandangueira Marcelo de Jesus dos Santos (vocalista) e Luciano Augusto Bonilha Leão. Eles haviam sido presos um dia após a tragédia, em 28 de janeiro, por suspeita de envolvimento com o incêndio. Os quatro são réus por homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio.
A decisão de soltá-los foi tomada pela 1º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Originalmente, o pedido de soltura havia sido feito pela defesa do vocalista da banda. Com a decisão, o pedido acabou sendo estendido para os outros três acusados.
Todos os três desembargadores concordaram com a tese de que os acusados não representam risco para o andamento das investigações, e, portanto, não havia motivo para manter a prisão preventiva.
Em protesto contra a decisão, um grupo de parentes das vítimas chegou a bloquear por alguns minutos uma avenida em frente ao tribunal. O Ministério Público informou que vai recorrer da decisão.
Novo protesto - Nesta quinta-feira, dezenas de parentes das vítimas da tragédia, ligados à Associação Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), voltaram a protestar contra a decisão da Justiça. Com cartazes, faixas e fotos dos mortos, o grupo se reuniu em uma praça do centro de Santa Maria e caminhou até a sede da boate Kiss.
Incêndio – A tragédia da boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro. A perícia apontou que o fogo começou após um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava na casa, utilizar um sinalizador durante o show.
A faísca atingiu a espuma de poliuretano que revestia o teto para o isolamento acústico do local, que entrou em combustão. Laudos anexados ao inquérito apontaram que 100% das mortes ocorridas na boate ou em hospitais ocorreram por asfixia por cianeto e monóxido de carbono, liberado pela queima da espuma.
Segundo a denúncia, foi o vocalista da Banda Gurizada Fandangueira que acionou o sinalizador. Além das mortes, o gás tóxico e as chamas deixaram 622 feridos.
Cerca de 100 estudantes de vários cursos da UFSM participam de uma caminhada em homenagem às vítimas da boate Kiss - Juliano Mendes/Ag. RBS/Folhapress
Libertação de acusados do incêndio na Boate Kiss gera protestos no RS
Os donos da Boate Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo Jesus dos Santos, cumpriam prisão preventiva há quatro meses.
Parentes e amigos das vítimas do incêndio na Boate Kiss protestaram nesta quinta-feira em Santa Maria e Porto Alegrecontra a decisão da Justiça de soltar quatro acusados de envolvimento na tragédia.
A revolta com a decisão da Justiça tomou uma das principais praças do centro deSanta Maria. As manifestações começaram ainda na noite de quarta-feira (29), logo após a saída dos quatro presos da penitenciaria da cidade.
Os donos da Boate Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo Jesus dos Santos, cumpriam prisão preventiva há quatro meses.
O incêndio deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. Para devolver a liberdade aos réus, o Tribunal de Justiça considerou que não existe contra eles qualquer traço de maldade ou periculosidade e que os acusados são pessoas de bem, sem antecedentes criminais.
“A câmara e o desembargador que mandou soltar, é a mesma câmara e o mesmo desembargador que anteriormente mandou prender. É assim. Isso é do sistema, é da democracia”, aponta o desembargador do TJ/RS Túlio Martins.
Os argumentos do Judiciário indignaram os parentes das vítimas. “Uma decisão desta é injusta. Ela não tem respaldo nenhum, no coração da gente”, lamenta Marta Beuren, mãe de vítima.
O protesto continuou durante toda a tarde. O pedido dos manifestantes para que os réus voltem para a prisão, depende agora do Ministério Público. Os procuradores disseram que ainda não receberam o comunicado oficial do Tribunal de Justiça gaúcho. Mas informaram que vão analisar a possibilidade de recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
Para um dos delegados que comandaram as investigações, a decisão da Justiça foi equivocada.
“Nós estamos tratando de homicídio doloso qualificado. É crime hediondo. A própria Constituição diz que é crime inafiançável, portanto a idea do legislador constituinte ao assim tecer o texto constitucional era que as pessoas que praticassem estes crimes pudessem permanecer presas”, disse Sandro Meinerz.
Parentes e amigos das vítimas do incêndio na Boate Kiss protestaram nesta quinta-feira em Santa Maria e Porto Alegrecontra a decisão da Justiça de soltar quatro acusados de envolvimento na tragédia.
A revolta com a decisão da Justiça tomou uma das principais praças do centro deSanta Maria. As manifestações começaram ainda na noite de quarta-feira (29), logo após a saída dos quatro presos da penitenciaria da cidade.
Os donos da Boate Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo Jesus dos Santos, cumpriam prisão preventiva há quatro meses.
O incêndio deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. Para devolver a liberdade aos réus, o Tribunal de Justiça considerou que não existe contra eles qualquer traço de maldade ou periculosidade e que os acusados são pessoas de bem, sem antecedentes criminais.
“A câmara e o desembargador que mandou soltar, é a mesma câmara e o mesmo desembargador que anteriormente mandou prender. É assim. Isso é do sistema, é da democracia”, aponta o desembargador do TJ/RS Túlio Martins.
Os donos da Boate Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo Jesus dos Santos, cumpriam prisão preventiva há quatro meses.
O incêndio deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. Para devolver a liberdade aos réus, o Tribunal de Justiça considerou que não existe contra eles qualquer traço de maldade ou periculosidade e que os acusados são pessoas de bem, sem antecedentes criminais.
“A câmara e o desembargador que mandou soltar, é a mesma câmara e o mesmo desembargador que anteriormente mandou prender. É assim. Isso é do sistema, é da democracia”, aponta o desembargador do TJ/RS Túlio Martins.
Os argumentos do Judiciário indignaram os parentes das vítimas. “Uma decisão desta é injusta. Ela não tem respaldo nenhum, no coração da gente”, lamenta Marta Beuren, mãe de vítima.
O protesto continuou durante toda a tarde. O pedido dos manifestantes para que os réus voltem para a prisão, depende agora do Ministério Público. Os procuradores disseram que ainda não receberam o comunicado oficial do Tribunal de Justiça gaúcho. Mas informaram que vão analisar a possibilidade de recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
Para um dos delegados que comandaram as investigações, a decisão da Justiça foi equivocada.
“Nós estamos tratando de homicídio doloso qualificado. É crime hediondo. A própria Constituição diz que é crime inafiançável, portanto a idea do legislador constituinte ao assim tecer o texto constitucional era que as pessoas que praticassem estes crimes pudessem permanecer presas”, disse Sandro Meinerz.
Para um dos delegados que comandaram as investigações, a decisão da Justiça foi equivocada.
“Nós estamos tratando de homicídio doloso qualificado. É crime hediondo. A própria Constituição diz que é crime inafiançável, portanto a idea do legislador constituinte ao assim tecer o texto constitucional era que as pessoas que praticassem estes crimes pudessem permanecer presas”, disse Sandro Meinerz.
Advogado garante que dono da boate Kiss não deixará o Brasil
Jader Marques se reúne com Kiko Spohr na tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre
O paradeiro de Elissandro Spohr, um dos sócios da boate Kiss, solto na noite passada por decisão do Tribunal de Justiça, pode ser definido na tarde desta quinta-feira em reunião com o advogado de defesa Jader Marques, em Porto Alegre. O local e horário do encontro não foram revelados.
O defensor assegurou que o empresário não vai deixar o Estado ou o País, como temem os familiares da tragédia, que matou 242 pessoas, em Santa Maria, e o Ministério Público. Depois de ser preso, em fim de janeiro, Spohr – que detém cidadania italiana – teve o passaporte retido. A cidade escolhida pelo empresário para responder ao processo em liberade, porém, ainda não foi definida. Como o réu é natural de Santa Maria, existe a possibilidade de que ele retorne à cidade, apesar do clamor popular. O advogado do produtor da banda Gurizada Fandangueira disse que, em princípio, Luciano Bonilha Leão deve ficar em casa, no bairro Medianeira, em Santa Maria. O defensor disse, ainda, que o cliente nunca teve passaporte. Os advogados Mário Cipriani e Omar Obregon, que defendem o outro proprietário da boate, Mauro Hoffmann, e o vocalista da banda Marcelo de Jesus dos Santos, não foram localizados pela reportagem da Rádio Guaíba. Soltura na noite desta quarta-feira Nessa quarta-feira, o TJ determinou a soltura dos quatro acusados, que ficaram quatro meses detidos na Penitenciária Estadual de Santa Maria, no distrito de Santo Antão. O Ministério Público espera a publicação do acórdão do TJ para decidir se pode ou não recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com informações do repórter Jerônimo Pires / Rádio Guaíba |
















































































































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