A Coreia do Norte ameaçou hoje atacar as principais cidades japonesas, como Tóquio, Osaka e Quioto, transformando o território nipónico num «campo de batalha».
A ameaça foi feita no editorial do jornal «Rodong Sinmundo», do partido único norte-coreano, onde o regime também diz que causará a «destruição» do Japão se este se insurgir contra Pyongyang, no conflito da península da Coreia.
«O Japão está perto do nosso território e, portanto, não poderá fugir dos nossos ataques», indica o editorial, ameaçando atacar cinco cidades japonesas onde se encontra um terço dos 127 milhões de japoneses, como possíveis alvos militares.
O alerta é claro - «se houver um ato de guerra, todo o território do arquipélago japonês transformar-se-á num campo de batalha» - e não se limita ao Japão, visando ainda as bases militares norte-americanas na região nipónica: «O Exército da Coreia do Norte é absolutamente capaz de fazer saltar pelos ares as bases militares não só no Japão como noutras áreas da região Ásia-Pacífico.»
«O atual regime japonês está optando pelo risco militar, intensificando sua política hostil à Coreia do Norte, em linha com a política dura dos Estados Unidos de reprimir com a força das armas.»
Governo avalia saída de embaixador da Coreia do Norte
A embaixada brasileira recebeu instruções sobre a necessidade de apoio logístico para a saída de seus funcionários do país
O Itamaraty acompanha "com preocupação" a situação da Embaixada do Brasil na Coreia do Norte, disse o ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota. "Nós seguimos com preocupação e estamos em permanente contato com o embaixador. Estamos em contato também com outras embaixadas. Avaliaremos antes de tomar uma decisão sobre a permanência dele", afirmou.
Em meio ao crescimento da tensão militar entre Coreia do Norte, Coreia do Sul e Estados Unidos, a embaixada brasileira recebeu hoje (5) a comunicação do governo norte-coreano instruindo as representações diplomáticas a informarem sobre a necessidade de apoio logístico para a saída de seus funcionários do país. O Ministério das Relações Exteriores se manifestou informando que o assunto está sob análise. A embaixada foi aberta em 2009 e nela estão o embaixador, Roberto Colin, e um funcionário.
Patriota deu as declarações sobre a Coreia do Norte em coletiva de imprensa para comentar a visita ao Brasil do ministro de Assuntos Estrangeiros e da Justiça de Cingapura, K Shanmugan. Antonio Patriota disse que não se manifestará sobre as declarações do presidente do Uruguai, José Mujica, a respeito da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. Ontem, Mujica disse que a presidenta era teimosa e pior do que seu falecido marido, o presidente Néstor Kirchner.
Antonio Patriota afirmou que o Itamaraty acompanha a situação da Embaixada do Brasil na Coreia do Norte (Foto: Divulgação)
Estados Unidos admitem que lançamento de míssil norte-coreano não seria surpresa
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que o regime norte-coreano lançou mísseis em outras ocasiões
por Agência Brasil
Os Estados Unidos admitiram hoje (5) que o lançamento de um míssil pela Coreia do Norte não seria uma surpresa, avisando o regime norte-coreano que "novas provocações seriam lamentáveis”. "Sabemos que a Coreia do Norte pode estar preparando o lançamento de um míssil e estamos acompanhando a situação de perto", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
Carney disse que o regime norte-coreano lançou mísseis em outras ocasiões e uma nova atitude do gênero estaria de acordo com "o atual padrão de ações e retórica bélica e não construtiva" do país asiático. Hoje foi noticiado que a Coreia do Norte instalou um segundo míssil de médio alcance perto da sua costa leste.
“Testes com mísseis que não façam parte de compromissos internacionais são uma provocação. A Coreia do Norte precisa seguir as normas internacionais e respeitar as suas obrigações”, disse à imprensa o porta-voz do Departamento de Defesa (Pentágono), George E. Little. Várias resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) requerem que a Coreia do Norte se abstenha de quaisquer atividades nucleares e mísseis balísticos.
O Pentágono disse que irá instalar interceptores de mísseis nas bases dos Estados Unidos em Guam, território norte-americano a cerca de 3.380 quilômetros a sul da Coreia do Norte, onde vivem 6 mil militares americanos.
Coreia do Norte está ameaçando a paz mundial e pode utilizar suas armas nucleares para atacar (Foto: Divulgação)
As tensões na península coreana aumentaram desde dezembro, quando a Coreia do Norte testou o lançamento de foguetes de longo alcance. Em fevereiro, o país fez seu terceiro teste nuclear, atraindo a imposição de novas sanções da ONU.
Little defendeu a aliança do atual exercício militar da Coreia do Sul com os Estados Unidos, o que enfureceu a Coreia do Norte e disse que os Estados Unidos têm sido responsáveis e prudentes na forma como têm conduzido as ações militares que estarão em execução até 30 de abril.
Foto mostra Kim Jong-un com possível mapa de alvos nos Estados Unidos
Outra imagem mostra o líder norte-coreano em frente a um computador semelhante a um iMac, da Apple
Atrás do presidente da Coreia do Norte, é visível um mapa dos Estados Unidos: ali estariam marcados alvos em potencialFoto: Reuters
Fotos divulgadas nesta sexta-feira pela Coreia do Norte mostram o líder Kim Jong-un dentro de seu centro de comando militar assinando a ordem de colocar foguetes em estado de prontidão para atacar o território americano. As imagens, publicadas no jornal estatal Rodong, mostram o presidente cercado por seus generais com mapas e diagramas em larga escala dos Estados Unidos. Neles, estariam apontados alvos do possível ataque norte-coreano: as cidades de Washington D.C., Los Angeles, Atlanta e Honolulu (Havaí).
Um gráfico marcado como "plano de ataque aos Estados Unidos" em caracteres coreanos aparece no fundo de uma das fotografias, feita durante uma reunião de emergência em local não revelado. Em seu habitual tom belicista, os meios norte-coreanos publicaram ontem que seu líder, Kim Jong-un, ordenou apontar seus mísseis para atacar a "qualquer momento" alvos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
Além do mapa que traça linhas sofre o território americano, outro fato chamou a atenção na mesa de trabalho de Kim Jong-un: um computador que parece um iMac, da Apple. A empresa mantém um embargo comercial na Coreia do Norte, e chama atenção para o meio como o produto foi obtido, além de revelar um paradoxo em meio à tensão entre o país comunista e seus rivais dos Estados Unidos. Em fevereiro, uma foto do líder norte-coreano usando um smartphone já havia provocado muita especulação.
O líder norte-coreano Kim Jong-un preside reunião de emergência em Pyongyang nesta sexta; ao lado, o que parece ser um iMac, da Apple
Coreia do Norte anuncia 'estado de guerra' com Sul
A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira que entrou em "estado de guerra" e advertiu para um "combate a grande escala" fora da região, através de um comunicado da agência estatal norte-coreana KCNA.
"A partir de agora, as relações intercoreanas estão em estado de guerra e todas as questões entre as duas Coreias serão tratadas sob o protocolo de guerra", declara um comunicado atribuído a todos os órgãos do governo norte-coreano.
A situação que prevaleceu por longo tempo na qual a península coreana não estava nem em guerra e nem em paz acabou
comunicado do governo norte-coreano
"A situação que prevaleceu por longo tempo na qual a península coreana não estava nem em guerra e nem em paz acabou", destaca o comunicado divulgado pela agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.
O comunicado adverte que qualquer provocação militar próxima às fronteiras terrestres ou marítimas entre o Norte e o Sul levará a "um conflito em grande escala e a uma guerra nuclear".
As duas Coreias estão tecnicamente em guerra desde o conflito de 1950-53, que terminou com um armistício e não com um tratado de paz.
O Norte já havia anunciado o fim do armistício e de outros tratados bilaterais de paz firmados com Seul para protestar contra as manobras militares conjuntas de Estados Unidos e Coreia do Sul.
O anúncio do "estado de guerra" ocorre um dia após o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ordenar o início dos preparativos para atacar com mísseis o território dos Estados Unidos e suas bases no Pacífico e na Coreia do Sul.
A ordem foi emitida durante uma reunião de emergência com o Estado-Maior norte-coreano e é uma resposta direta às manobras conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na península com bombardeiros invisíveis americanos B-2, capazes de transportar armas nucleares.
Em caso de provocação imprudente dos Estados Unidos, as forças norte-coreanas "deverão atacar sem piedade o (território) continental americano (...), as bases militares do Pacífico, incluindo Havaí e Guam, e as que se encontram na Coreia do Sul", declarou Kim, citado pela agência oficial.
Na quinta-feira, em um contexto de escalada de tensões entre as duas Coreias, dois bombardeiros invisíveis B-2 sobrevoaram a Coreia do Sul, uma maneira de os Estados Unidos ressaltarem sua aliança militar com Seul em caso de agressão do Norte.
EUA levam "a sério" novas ameaças da Coreia do Norte - oficial
30 | 03 | 2013 02.29H
A Casa Branca disse na sexta-feira que está a levar a sério o aviso da Coreia do Norte de que entrou em estado de guerra com a Coreia do Sul, mas que as ameaças de Pyongyang seguem um padrão familiar.
"Temos visto as informações sobre uma nova declaração não construtiva da Coreia do Norte. Levamos estas ameaças a sério e continuamos em estreito contacto com os nossos aliados sul-coreanos", disse na noite de sexta-feira (madrugada de sábado em Lisboa) Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, citada pela AFP.
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Coreia do Norte prepara mísseis para eventual ataque aos Estados Unidos
Em reunião de emergência, Kim Jong-un ordenou atenção a bases militares americanas do Pacífico
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, ordenou nesta sexta-feira o início dos preparativos para atacar com mísseis o território dos Estados Unidos e suas bases no Pacífico e na Coreia do Sul, indicou o órgão oficial do regime norte-coreano, a agência KCNA.
A ordem foi emitida durante uma reunião de emergência noturna com os líderes de alto escalão do exército, indicou a KCNA, e é uma resposta direta às manobras conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na península com bombardeiros furtivos americanos B-2, capazes de transportar armas nucleares.
Em caso de provocação imprudente dos Estados Unidos, as forças norte-coreanas "deverão atacar sem piedade o (território) continental americano (...), as bases militares do Pacífico, incluindo Havaí e Guam, e as que se encontram na Coreia do Sul", declarou Kim, citado pela agência oficial.
Na quinta-feira, em um contexto de escalada de tensões entre as duas Coreias, dois bombardeiros furtivos B-2 sobrevoaram a Coreia do Sul, uma maneira de os Estados Unidos ressaltarem sua aliança militar com Seul em caso de agressão do Norte. Segundo a agência oficial, Kim Jong-un disse que o voo dos bombardeiros furtivos equivale a um "ultimato e demonstra que querem lançar a qualquer preço uma guerra nuclear".
O chefe do Estado-Maior do Exército Popular da Coreia, o diretor de operações e o comandante de operações estratégicas e foguetes estiveram presentes na reunião de emergência, realizada nesta sexta-feira às 0h30min locais (12h30min de quinta-feira no horário de Brasília), segundo a KCNA. Washington não costuma anunciar os voos de treinamento do B-2, um avião projetado para entrar nas linhas inimigas e bombardear alvos estratégicos a partir de uma grande altitude (até 15 mil metros).
China pede calma
Considerado indetectável e capaz de voar perto da velocidade do som, o B-2 pode transportar até 18 toneladas de armas convencionais ou nucleares, incluindo 16 bombas de 900 kg guiadas por satélite e oito bombas GBU-37 antibunker.
A Coreia do Norte já havia ameaçado na terça-feira os Estados Unidos com ataques contra seu território e suas bases no Pacífico, mas se tratava de um anúncio, também através da agência oficial, proveniente do Exército. Neste caso trata-se de um alerta do líder do regime. A China pediu nesta sexta-feira às partes interessadas "que façam esforços coletivos para resolver a situação".
— A paz e a estabilidade na península coreana são benéficas para todos — declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei.
A China é o único aliado da Coreia do Norte e seu principal sócio comercial, que lhe fornece recursos energéticos indispensáveis para sua economia. Na quinta-feira, Washington disse mais uma vez estar "preparado para enfrentar qualquer eventualidade" procedente da Coreia do Norte, indicou o secretário de Defesa americano, Chuck Hagel.
Os especialistas militares americanos afirmam, no entanto, que até o momento o aumento da retórica belicista da Coreia do Norte não é acompanhado por ações militares. Pyongyang, por exemplo, evitou ao máximo as tensões em torno das instalações industriais de Kaesong, compartilhadas com a Coreia do Sul, e que fornecem ao Norte receitas vitais para sua economia.
Desde o início de março e a adoção de novas sanções da ONU contra Pyongyang, depois de um terceiro teste nuclear, a Coreia do Norte aumentou o tom de suas declarações, ameaçando Seul e Washington com ataques estratégicos e com uma guerra total.
— Mas isso não deve ser interpretado como sinal de uma guerra iminente. É uma reação esperada e calibrada pela mobilização de B-2, e este jogo com os Estados Unidos vai prosseguir — disse Kim Yong-hyun, um especialista sul-coreano da Universidade Dongguk.
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