300 mil contra Renan Calheiros


Abaixo-assinado contra Renan ultrapassa 300 mil assinaturas

Petição "Ficha Limpa no Senado - Renan Não", da ONG Rio de Paz, recolhe assinaturas contra a candidatura do senador à presidência da Casa, na qual é favorito

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Renan Calheiros
Renan Calheiros (PMDB): apesar de protestos e denúncias, continua franco favorito para se tornar novamente presidente do Senado Federal, cargo ao qual renunciou em 2007
São Paulo - Favorito para se tornar novamente presidente do Senado na eleição que acontece amanhã, Renan Calheiros (PMDB-AL) começa a ver crescer a oposição contra seu nome na internet. O abaixo assinado no site de mobilização social Avaaz, que pede a escolha de um nome Ficha Limpa para o cargo, já conta com mais de 230 mil assinaturas
A petição foi criada pela ONG Rio de Paz para evitar que Renan Calheiros seja eleito presidente da Casa no pleito marcado para às 10h desta sexta.
O senador renunciou ao mesmo cargo em 2007, quando se envolveu em denúncias de que um lobista pagava a pensão de sua filha com a jornalista Mônica Veloso. Após a saraivada de denúncias que se seguiram, sua sustentação no cargo ficou impossível.
Renan, no entanto, foi absolvido de uma possível cassação pelo plenário da Casa duas vezes. E agora pretende chefiar o Senado novamente.
No texto da petição, que a Rio de Paz afirma que será lido no plenário "por senadores que se opõem a Renan", é lembrado que o parlamentar alagoano "acaba de ser denunciado criminalmente ao STF pelo Procurador-Geral da República".
"Fazemos um apelo aos Senhores Senadores para que escolham um presidente ficha-limpa, comprometido com o desenvolvimento social e que seja capaz de dirigir o Senado com independência e dignidade", diz a petição.
A página no site da Avaaz já conta com mais de 67 mil compartilhamentos no Facebook.


Senado decide nesta sexta entre Renan Calheiros e Pedro Taques

Jornal do Brasil
O Senado vai eleger nesta sexta-feira (1º) seu novo presidente para o biênio 2013-2014. Pelo quadro de candidaturas definido até o momento, o embate se dará entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Pedro Taques (PDT-MT).
A eleição será realizada durante reunião preparatória marcada para as 10h no Plenário, e será comandada pelo atual presidente, José Sarney. O nome do novo presidente será decidido por maioria simples de votos, com a presença da maioria absoluta dos senadores (41 dos 81 parlamentares).
Após reunião no fim da tarde desta quinta-feira (31), com a presença de Sarney, o PMDB anunciou que Renan Calheiros será o candidato da legenda para concorrer à Presidência. Ele já foi presidente do Senado, entre 2005 e 2007. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi indicado pela legenda como candidato à 2ª vice-presidência da Mesa do Senado. O novo líder do partido na Casa é o senador Eunício Oliveira (CE).
Pedro Taques (PDT) e Renan Calheiros (PMDB) disputam a presidência do Senado
Pedro Taques (PDT) e Renan Calheiros (PMDB) disputam a presidência do Senado
Além de concorrer pelo partido mais numeroso do Senado (20 cadeiras), Renan Calheiros conta com o apoio do Palácio do Planalto, de acordo com o noticiário dos últimos dias. O PT, partido da presidente Dilma Rousseff é a segunda agremiação com mais vagas (12).
O candidato do PMDB terá como adversário o senador Pedro Taques, que está em seu primeiro mandato. Taques, cujo partido tem cinco cadeiras na Casa, conta com o apoio do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o único representante da agremiação no Senado, que retirou sua candidatura em apoio ao colega. O parlamentar recebeu também o apoio do PSDB (11 cadeiras) e conversa com senadores de outros partidos, caso do DEM (4 cadeiras) e do PSB (4 cadeiras).
Com uma proposta de "restauração do Legislativo", Pedro Taques diz que sua candidatura não é de oposição, mas faz "parte do jogo democrático". Ele disse que seu principal objetivoé promover o "debate de ideias" no Senado.
O senador Renan Calheiros não se pronunciou sobre sua plataforma. De acordo com o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), Renan só vai falar nesta sexta como candidato oficial do partido.

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