Timão no Japão 2012

Imagem promocional no site TicketBis


Al Ahly tem mais jogos em formato de Mundial
DIÁRIO DA MANHÃ
9/12/2012 às 23h26
Da Folhapress

Ao estrear no Mundial de Clubes, na próxima quarta-feira, às 8h30 (horário de Brasília), no Japão, o Corinthians terá pela frente o clube com mais rodagem neste tipo de competição, o egípcio Al Ahly. O torneio é disputado em mata-mata desde 2005, quando passou a ocorrer anualmente.

Quando o Corinthians conquistou o Mundial de 2000, no Brasil, o torneio possuía outro formato. Ele era dividido em dois grupos de quatro equipes, e apenas o líder de cada um deles se classificava para a final. O clube paulista bateu o Vasco na decisão, nos pênaltis, no Maracanã.

Heptacampeão nacional e recordista com sete títulos africanos, o Al Ahly participou quatro vezes da competição promovida pela Fifa. Apenas o Auckland, da Nova Zelândia, tem tantas edições no currículo. Porém, a equipe do Egito possui desempenho superior e jogou mais partidas.

Enquanto o time neozelandês acumula seis duelos, com uma vitória e cinco derrotas, o clube egípcio registra oito confrontos, dos quais ganhou três e perdeu cinco.

O Al Ahly chegou a ser terceiro colocado em 2006, na única vez em que enfrentou uma equipe brasileira. Eliminado na semifinal por 2 a 1 pelo Internacional, que seria campeão em seguida, superou o América do México pelo mesmo placar. Antes, tinha avançado com 2 a 0 sobre o Auckland.



Experiência

Entre os participantes da atual edição, somente o Corinthians – com 29,2 – supera a média de idade do Al Ahly, 28,5.

O capitão Wael Gomaa, 37, e o volante Hossam Ashour, 26, atuaram em todos os jogos do clube em Mundiais. O zagueiro era nome frequente na seleção egípcia, que conquistou três das últimas quatro Copas da África.



Domingo no Japão faz Corinthians ver rival e Tite "lembrar infância"

Portal Terra
A neve que caiu em Toyota neste domingo, durante a disputa das quartas de final do Mundial de Clubes, inclusive no jogo que definiu o Al Ahly como rival do Corinthians na semi, foi diferente para diversos jogadores brasileiros que jamais haviam visto a condição climática na vida. Mas para o técnico Tite foi ainda mais especial: o comandante disse ter se lembrado de sua infância em Caxias do Sul, onde as temperaturas são baixas quase como que no Japão.
"Lembrei-me de Caxias, da minha infância. Daqui a pouco estou olhando flocos de neve e jogando, pois no meu tempo de atleta na região da serra joguei dessa forma. Mas fazia tempo. O frio perde a sensibilidade dos pés e em algumas bolas fica mais difícil. Perde um pouco isso. A qualidade do passe é arrastada, não é para ter um bom domínio. O erro pode ser maior, mas é inevitável, o frio te tira isso. Na mão, no pé também, mas para os dois times", relembrou Tite, falando também de sua época de jogador.
Partida entre Sanfrecce Hiroshima e Al Ahly foi disputada sob neve
Partida entre Sanfrecce Hiroshima e Al Ahly foi disputada sob neve
Como neve é rara no Brasil, só acontecendo em poucos pontos do Sul do País e mesmo assim de forma contida, diversos jogadores do Corinthians jamais haviam visto algo semelhante na vida. Por isso, muitos deles ficaram impressionados, como o volante Ralf. “Só tinha visto neve nos filmes e na TV, é diferente, nunca tinha visto nada parecido”, desabafou o atleta, após assistir ao duelo entre Al Ahly e Sanfrecce Hiroshima que terminou com vitória egípcia por 2 a 1.
 “Nunca nem vi e nunca joguei com neve. Mas, mesmo que neve em nosso jogo, temos que nos adaptar da melhor forma para fazer boa estreia. Quando começa a correr ali esquenta, pessoal também trouxe roupas adequadas, veio preparado. Claro que é difícil levantar da cama e jogar nessa parte fria, mas é nosso trabalho”, continuou o jogador, já se preparando para uma possível nevasca noduelo da semifinal.
Entretanto, não há muito com o que o volante se preocupar, já que a previsão em Toyota antecipa tempo aberto na quarta-feira, dia da estreia corintiana no Mundial de Clubes. Assim, os atletas terão uma preocupação a menos e poderão estudar o atual campeão africano, o Al Ahly. A maioria dos corintianos compareceu em Toyota para analisar o rival, que por sinal não possui muitos conhecimentos do time brasileiro.
O técnico Hossam El Badry confessou não conhecer muito o atual Corinthians, mas garantiu que irá dirigir todo o foco para estudar a equipe brasileira e que já tem em mãos um resumo de informações sobre o adversário. "Eu tenho CDs e vou fazer minha lição de casa", explicou o treinador egípcio, sem especificar como pretende desvendar o rival. "Sabemos que é um grande time", completou.
Corinthians e Al Ahly se encaram no próximo dia 12, às 8h30 (de Brasília), no Estádio de Toyota. Quem vencer avança à grande final e irá enfrentar o time que triunfar do duelo entre Monterrey e Chelsea, que se encontram em Yokohama. Os mexicanos eliminaram neste domingo o Ulsan Hyunday por 3 a 1.

Comentários