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Dilma decreta luto oficial de sete dias pela morte de Niemeyer
EM 07 DE DEZEMBRO DE 2012 AS 02H25
Período maior que o usual se dá 'em face de notáveis e relevantes serviços'.Fonte: G1
Governador do Distrito Federal e prefeito do Rio também decretaram luto.
Crédito: Ilustração
A presidente Dilma Rousseff decretou nesta quinta-feira (6) luto oficial de sete dias devido à morte do arquiteto Oscar Niemeyer, informou a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas. Niemeyer morreu na noite desta quarta-feira (5) aos 104 anos em decorrência de um infecção respiratória.
A edição desta sexta-feira (7) do "Diário Oficial da União" deverá trazer a publicação do decreto. Durante o período de luto, a bandeira nacional deve ser hasteada em meio mastro em todas as repartições públicas, estabelecimentos de ensino e sindicatos.
A lei prevê que, no caso de falecimento de autoridades civis ou militares, o governo pode decretar luto de, no máximo, três dias. A lei prevê, porém, que "em face de notáveis e relevantes serviços prestados ao país" pela pessoa falecida, o período de luto poderá ser estendido até no máximo sete dias.
Niemeyer foi velado no Salão Nobre do Palácio do Planalto. O início da cerimônia teve presença de autoridades como a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, além de vários ministros.
Este é o terceiro velório realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto. O primeiro foi do ex-presidente Tancredo Neves, em 1985. O segundo foi do ex-vice-presidente, José Alencar, no ano passado.
Às 16h40 as portas do Planalto se abriram para o público que desejava prestar uma última homenagem ao arquiteto. Um fila de pessoas se formou na rampa de acesso ao salão onde ocorre o velório de Niemeyer.
Antes, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, decretou luto oficial de sete dias. Ao comentar a morte de Niemeyer, Agnelo afirmou que Brasília ficou órfã. No Rio, o prefeito Eduardo Paes também decretou luto de três dias, e em nota divulgada na noite de quarta, o prefeito lembrou as principais obras do arquiteto na cidade.
Corpo de Oscar Niemeyer está sendo velado no Palácio da Cidade no Rio | Agência Brasil
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O velório do arquiteto Oscar Niemeyer será aberto ao público a partir das 8h desta sexta-feira, no Palácio da Cidade, em Botafogo, zona sul do Rio. Durante a noite, apenas parentes e amigos próximos tiveram acesso ao local. O corpo retornou de Brasília, onde foi velado no Palácio do Planalto, logo depois das 22h de quinta-feira, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
O neto de Niemeyer, Carlos Oscar Niemeyer Magalhães, que trabalhou durante 13 anos no escritório do arquiteto, disse que a família ficou muito emocionada com o carinho das pessoas durante o velório em Brasília. Segundo ele, o avô lhe ensinou importantes lições de vida.
'Ele sempre dizia três coisa para a gente. A vida é um segundo, vamos viver a vida bem vivida, com os amigos e com a família. O mundo é injusto, temos que modificá-lo e fazer aquilo que a gente puder fazer de melhor para ajudar a corrigir as desigualdades sociais. E a outra coisa que ele dizia é que a palavra mais bonita é solidariedade.'
Como administrador do escritório do avô, Carlos contou que nem sempre era fácil gerir as finanças: 'Como comunista, a ligação dele com o dinheiro era nenhuma.'
O neto justificou a escolha da família em fazer o enterro no Rio pelo amor que ele tinha pela cidade. 'Ele era apaixonado pelo Rio de Janeiro, apesar de ter projetado Brasília e gostar muito de lá. Mas o Rio era a cidade dele.'
O velório ao público está previsto para ocorrer até as 15h. Em seguida, será rezada uma missa para os parentes e amigos. O enterro de Niemeyer está marcado para 17h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Edição: Aécio Amado
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Dilma Rousseff, presidente do Brasil, decretou nesta quinta-feira, 06 de Dezembro, luto oficial de sete dias pela morte do arquitecto Oscar Niemeyer.
Em comunicado Dilma Rousseff afirmou que o Brasil perdeu “um dos seus génios”. “É dia de chorar a sua morte. É dia de saudar a sua vida”, acrescentando, “Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitectura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva", continua o texto, acrescentando que "da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades".
Niemeyer por aquilo que podemos inferir da sua arquitectura era um espírito livre que transmitia essa liberdade às formas plásticas que dava aos projectos que desenhava.
Não esquecer que é ele o autor de uma cidade “plantada” num planalto árido, e hoje capital do Brasil.- Brasília. O seu espírito arrojado e muito “avant garde” na sua época está ali bem patente, bem como em verdadeiras obras de arte arquitectónicas que existem em de Niterói, Paris e Madeira.
Numa das suas muitas entrevistas quando ultrapassou o século de vida, Niemeyer falou um pouco da forma como encarava a vida:
"Eu olho para trás, não sou como os outros que dizem que fariam tudo igual, eu faria muita coisa diferente. A vida é difícil, a vida nos leva a coisas que às vezes a gente não quer. A vida é um sopro, a gente vem, conta uma história e todo o mundo esquece depois. (...) Cem anos não dá prazer. Eu ia passar os cem anos sem muita alegria. A vida passou, eu procurei ser correto, trabalhar, mas não estou contente, na verdade não traz nenhum prazer. Só se o sujeito pensar que é importante, e eu acho isso tão ridículo, se ele pensar que é importante ele está fora do mundo."
Desapareceu um génio do betão, que revolucionou e subverteu todas as normas estabelecidas na arquitectura tradicional, criando cidades onde a sua memória jamais será esquecida.
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