Uma ação equivocada de policiais militares lotados no 22º Batalhão da Polícia Militar, em Orobó, terminou ferindo gravemente dois adolescentes. As vítimas, uma jovem com 15 anos e um rapaz com 16, estavam em um carro, com vidro fumê, em um local deserto do Sítio Caraúbas, quando foram surpreendidos por um capitão e três soldados do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). O comando do 22º Batalhão já instaurou sindicância para apurar os motivos da reação policial e um possível desvio de conduta. Os quatro PMs também tiveram a prisão administrativa decretada e ficarão detidos por 72 horas no batalhão onde estão lotados.
| Siqueira: Pena tem que ser proporcional ao fato Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press - 27/02/2009 |
Diante da suposta reação das vítimas, os PMs atiraram, usando pistolas ponto 40 e fuzis 762. O rapaz foi atingido no abdômen, enquanto a moça recebeu um tiro na perna esquerda. Ambos foram levados, pelos próprios policiais, para o Hospital Miguel Arraes, em Bom Jardim. De lá, os jovens precisaram ser transferidos para o Hospital da Restauração (HR).
Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, os adolescentes foram submetidos a cirurgia, assim que deram entrada. A garota passou por uma cirurgia vascular, enquanto o rapaz fez uma laparotomia (quando os médicos abrem o abdômen para verificar se algum órgão foi atingido e fazem a retirada da bala). Ontem pela manhã os jovens já estavam na sala de recuperação do hospital. Estão estáveis, mas sem previsão de alta.
O comandante do batalhão, coronel Pereira Neto, disse que em situações semelhantes, o PM deve fazer a perseguição e pedir ajudar para instalação de bloqueios mais adiante. ´Instauramos sindicância para apurar administrativamente se houve desvio de conduta do grupo`, disse. O corregedor auxiliar da Secretaria de Defesa Social, coronel Elias Siqueira, disse que, se considerados culpados, eles podem receber desde advertência até expulsão. ´A penalidade tem que ser proporcional ao fato`, explicou.
O grupo envolvido na abordagem tem mais de cinco anos de corporação. O delegado José Hélio Pereira, de Orobó, vai apurar o caso. Depois de socorrerem as vítimas, os PMs apresentaram-se na Delegacia de Limoeiro e explicaram o que havia acontecido. As seis armas que estavam em poder dos policiais também foram entregues(Lilian Pimentel e Marcionila Teixeira)
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/01/20/urbana5_0.asp
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