Caps das Flores comemora sete anos de assistência em Garanhuns | BomJardimPE.com

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O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) das Flores, atualmente, possui cerca de 300 pacientes cadastrados


Foi comemorado, ontem (29), o aniversário do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) das Flores. A instituição completou sete anos de assistência em saúde mental à população de Garanhuns. A ocasião contou com uma palestra sobre a história do local, ministrada pelo coordenador municipal de Saúde Mental, Raimundo Pedrosa. A comemoração também trouxe depoimentos e apresentação de pessoas que utilizam o serviço. O encerramento contou com a participação de Flávio nos Teclados e Davi Menezes, incluindo, ainda, sorteio de brindes e coffe break.

O Caps das Flores foi criado para substituir as internações em hospitais psiquiátricos, e hoje é referência no tratamento de transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e quadros severos e persistentes que necessitem de cuidado intenso, comunitário, personalizado e promotor de vida. Maria Auxiliadora, que é mãe de uma paciente, falou sobre sua experiência. “Minha filha era agressiva, porém depois que entrou no Caps se tornou outra pessoa, no comportamento e desenvolvimento. Só tenho elogios a falar quando me refiro ao Caps”, comentou, emocionada.

Moabe Bezerra, filha de outro paciente, afirma que seu pai ama a convivência no centro e vai espontaneamente. “A forma de tratamento no Caps é bom não só para ele, mas também para a gente”, disse. O Caps realiza o acompanhamento clínico e a inserção dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Associa atividades grupais com a medicação, sem precisar de internação, fazendo com que os pacientes possam ter uma vida social comum.

O Caps das Flores, vinculado à Secretaria de Saúde, que funciona na avenida Santa Rosa, nº 635, no bairro Heliópolis, possui uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, terapeutas educacionais, entre outros profissionais da área de saúde, que articulam atividades em grupo para o tratamento dos cerca de 300 pacientes cadastrados atualmente, dando suporte à saúde no município.

Texto e fotos: Ruthe Santana

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