‘Banco Central deve estar a serviço dos brasileiros, não de grupos de interesse ou de partidos’, diz Marina | BomJardimPE.com

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‘Banco Central deve estar a serviço dos brasileiros, não de grupos de interesse ou de partidos’, diz Marina:





BANCOS


Marina Silva, candidata à Presidência da República da Coligação Unidos pelo Brasil, esteve nesta terça-feira (9) em Belo Horizonte e Betim (MG), onde reafirmou a necessidade de que o Banco Central esteja a serviço dos brasileiros, não de grupos de interesse ou de partidos. Para atingir esse objetivo, o Programa de Governo da coligação assegura a independência do BC, para que a instituição possa praticar a política monetária necessária ao combate da inflação.



“A autonomia do Banco Central sempre existiu, mas está corroída agora por conta da contabilidade criativa do governo e do controle artificial da inflação”, afirmou. “Nossa proposta é de continuidade dos instrumentos de política econômica que nos levaram à estabilidade.”



Acompanhada do candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque, Marina listou alguns dos objetivos econômicos de sua candidatura: “Nosso compromisso é recuperar a credibilidade do país, para que tenha investimentos e volte a crescer; nosso compromisso é controlar a inflação, que hoje está descontrolada; nosso compromisso de diminuir juros, que hoje estão cada vez mais altos”, disse Marina.



As afirmações foram feitas em resposta a pergunta de um jornalista sobre o programa eleitoral da presidente Dilma Rousseff que foi ao ar nesta terça-feira (9). A campanha petista exibiu, em uma demonstração de desespero, vídeo afirmando que, se eleita, Marina daria aos bancos o poder de decisão sobre a vida do brasileiro.



betimMarina apresentou fatos e números que demonstram a falácia da argumentação da propaganda de Dilma. “No governo FHC, os bancos tiveram, em valores atualizados, um lucro de R$ 31 bilhões; no governo Lula, foram R$ 199,46 bilhões, que já foram entregues aos bancos”, afirmou. Os lucros dos bancos nos três anos do governo Dilma atingiram R$ 179,6 bilhões, sem incluir este último ano de governo.



A candidata da Coligação Unidos pelo Brasil lembrou ainda da declaração feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 27 de julho. “Não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro do que no Brasil”, disse o ex-presidente. “Ele [Lula] está sendo pego pelas próprias palavras”, resumiu Marina.







A candidata reforçou na entrevista seus compromissos com a eficiência na gestão pública. “Nossa determinação é usar com competência, eficiência, transparência e honestidade os recursos púbicos”, disse Marina.



A presidenciável também esclareceu que manterá os recursos do pré-sal para investir em saúde e educação. “Vamos investir o dinheiro dali produzido como está acordado conforme a lei, para que o Brasil possa produzir mais conhecimento, tecnologia, inovação e caminharmos para a economia do século 21″.



Perguntada se poderia sofrer dificuldades de governabilidade em um eventual governo, Marina respondeu que tem uma visão otimista e acredita que o processo de governo se dará em cima de uma agenda programática.



“Dentro da gestão pública, vamos priorizar planos de carreira para as estatais, agências, trabalhando com comitês de buscas, quadros competentes. Respeitamos os partidos, mas é fundamental que eles se permitam renovar pela força da sociedade”, reforçou.



“A presidente Dilma hoje tem 400 deputados aliados, mas em cada votação no Congresso é submetida a verdadeiras chantagens e é obrigada a voltar atrás em relação a ministros que já havia demitido”, declarou.



Marina reiterou seu compromisso de promover a reforma tributária. “No primeiro mês de governo, vamos mandar uma proposta para ser debatida no Congresso, pautada no princípio da transparência, da simplificação e da justiça tributária”, completou.



Pela manhã, a presidenciável foi à Praça da Estação, ponto histórico de Belo Horizonte e seguiu para ato público em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em seu discurso, Marina reforçou suas propostas de educação integral, apoio à saúde e ampliação do Bolsa Família. “Reitero nosso compromisso de investir 10% (da receita bruta da União) na saúde e educação, para que as pessoas sejam acolhidas e tratadas com dignidade”.



A presidenciável também lembrou que, embora venha sofrendo críticas de seus adversários políticos, sua candidatura foi a única, até o momento, a apresentar um programa de governo completo, com propostas concretas que atendem às necessidades da população.



Candidato a vice, Beto Albuquerque também reiterou a disposição da Coligação em ouvir a voz da população, e criticou a falta de diálogo no atual governo. “O atual governo não vê a vida real do brasileiro, com o desequilíbrio das contas públicas, a volta da inflação e coloca em dúvida os avanços que já conquistamos”, afirmou Beto.



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