Evangelho do dia 01/07/2014 Terça-feira Mt 8,23-27 | BomJardimPE.com

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Primeira Leitura: Am 3,1-8; 4,11-12 Falou o Senhor Deus, quem não será seu profeta?


Ouvi, filhos de Israel, a palavra que disse o Senhor para vós e para todas as tribos que eu retirei do Egito: Dentre todas as nações da terra, somente a vós reconheci; por isso usarei o castigo por todas as vossas iniquidades. Se duas pessoas caminham juntas, não é porque estão de acordo? Se o leão ruge na selva, não é porque encontrou a presa? Se no covil rosna o filhote do leão, não é porque agarrou sua parte?



Acaso, sem armadilha, se prende uma ave no chão? Acaso dispara a armadilha, antes de capturar a presa? Se ressoa na cidade o toque da trombeta, não fica a população apavorada? Se acontece uma desgraça na cidade, não foi o Senhor que fez? Pois nada fará o Senhor Deus, que não revele o plano a seus servos, os profetas. Ruge o leão, quem não terá medo? Falou o Senhor Deus, quem não será seu profeta?


Eu arrasei-vos, como arrasei Sodoma e Gomorra, e ficastes como um tição, retirado da fogueira; e, contudo, não voltastes para mim, diz o Senhor. Por isso, assim te tratarei, Israel; e, porque sabes como te vou tratar, prepara-te, Israel, para ajustar contas com o teu Deus. - Palavra do Senhor.


Comentando a Liturgia: As palavras de Deus são fortes; sem equívocos, mas misericordiosas. Antes de punir, exorta; prefere que o povo “sinta”, à voz de um profeta, a sorte que lhe vem ao encontro. E nós, na experiência de toda a história da salvação, sabemos que, se o povo se arrepende, é perdoado.


Por isso, também neste caso, quando o povo está à beira do precipício a ponto de ser comparado à presa já encontrada pelo leão, à armadilha na qual caiu o passarinho, ao laço que dispara porque apanhou alguma coisa, tudo ainda pode mudar; se o povo o quiser.


Os cristãos, novo povo de Deus, quanta coisa temos que nos censurar! Ainda hoje temos vozes proféticas: mostram-nos nossas infidelidades, desafiando-nos a uma fidelidade plena, coerente. Somos tentados a sufocá-las, porque incomodam, porque são do outro lado. Contudo, são verdadeiro eco da voz de Deus! (Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997)


Salmo: 5,5-6. 7. 8 (R. 9a) Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!


Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.


Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.


Eu, porém, por vossa graça generosa, posso entrar em vossa casa. E, voltado reverente ao vosso templo, com respeito vos adoro.


Evangelho: Mt 8,23-27 Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.


Naquele tempo, Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: "Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!"


Jesus respondeu: "Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?" Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. Os homens ficaram admirados e diziam: "Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?" - Palavra da Salvação.


Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):


A cena da tempestade acalmada retrata a vida do discípulo às voltas com as dificuldades e os desafios que sua opção comporta. Engana-se quem imagina poder seguir o Mestre Jesus na mais perfeita tranquilidade, sem correr o risco de enfrentar perseguições e contrariedades. Nestas horas, é preciso recordar-se que ele está presente, sempre pronto a impedir que seus discípulos venham a sucumbir.


Uma leitura simbólica do texto bíblico permite-nos tirar uma lição: entrar na barca com o Mestre, corresponde a "embarcar" na vida dele.


A barca simboliza a Igreja, comunidade dos que aderiram a Jesus, dispostos a partilhar sua missão e seu destino. A tempestade aponta para as grandes crises a que a Igreja é submetida, ao longo de sua existência, de forma a provar a autenticidade da fé dos discípulos. O grito desesperado dos discípulos assemelha-se à súplica constante da Igreja, carente de proteção: "Senhor, tem piedade de nós!" A bonança do mar aponta para a paz que só ele pode dar à sua Igreja. Uma paz, porém, não isenta de toda sorte de provações, pois, seguir Jesus é escolher um caminho arriscado e tormentoso.



Sem uma fé sólida, o discípulo não tem como perseverar no seguimento do Mestre. E sentir-se-á como se estivesse sempre a ponto de perecer. Só na fé encontrará força para continuar.


Liturgia Diária Comentada 01/07/2014 Terça-feira
http://www.catolicoscomjesus.com/2014/06/liturgia-diaria-comentada-01072014.html


A Educação dos filhos - Santo Afonso de Ligório
http://www.catolicoscomjesus.com/2014/02/a-educacao-dos-filhos-santo-afonso-de.html


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Ricardo Feitosa e Marta Lúcia
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