Conheça a Dieta Detox

Dieta da desintoxicação limpa nosso organismo e emagrece

Existem vários tipos de dietas desintoxicantes. A detox tradicional é sem lactose, sem glúten e sem proteína animal. Ou seja: nada de leite e derivados.
As tentações da carne. Comidas rápidas, industrializadas. Tânia e Ariceli sempre estiveram às voltas com altas taxas de colesterol, triglicerídeos e com a balança. “Um dia peguei uma calça jeans e a calça não passava do joelho”, conta Ariceli Luz Porto, dona de casa. “Eu me preocupo mais com a saúde. Mas tenho consciência que eu estou com sobrepeso”, admite Tânia Vianna, relações públicas.

As duas decidiram encarar uma nova dieta de desintoxicação. Ou ‘detox’. “A dieta detox é uma dieta, um tratamento que vai estimular a saída de toxinas do nosso organismo. A gente vive num mar de toxina. Alimentos que têm conservante, corante, qualquer tipo de aditivo, agrotóxico. Às vezes hormônios, antibióticos que vêm na própria carne”, aponta a nutricionista clínica funcional Flávia Cyfer.
Andrea Henrique é especialista em detox há mais de 10 anos. “Você desincha, o teu corpo e o teu metabolismo começam a trabalhar muito melhor. Ninguém vive de detox. Você vai viver de detox se for uma filosofia de vida. O detox é para você fazer por um período determinado e depois entrar com uma reeducação alimentar”, afirma Andrea Henrique, chef de gastronomia naturalista.
“E você pode fazer em casa. É uma faxina geral. Os produtos de limpeza são alimentos que costumam ficar de fora do prato de muita gente. Couve, brócolis, frutas vermelhas, sementes como linhaça e chia, castanhas, quinoa. É uma alimentação natural, sem corantes, conservantes, produtos químicos. A detox não é só para quem come carne. Carnívoros ou vegetarianos: ninguém esta livre das toxinas”, explica a repórter Mônica Teixeira.
“Acho que o tópico um é tirar os produtos industrializados de dentro do armário. Quanto mais verdura, mais legumes, mais grãos, mais sementes. Isso é uma alimentação saudável. Produtos que vêm da feira”, esclarece Andrea.
Quando o corpo está intoxicado, logo dá sinais.  E não são poucos. “O sono já não é tão nutridor. A gente acorda de manhã e sente as articulações mais duras, o movimento é mais difícil”, comenta José Luiz Azevedo, terapeuta ayurvédico.
“A pessoa que acorda com a pálpebra inchada, dedo inchado. Acordar sem fome é outro sinal clássico de estar intoxicado. E a fome vem lá no final do dia. Ou às vezes a pessoa começa a ter algumas alergiazinhas que ela nunca teve. Começa a dar uma coceirinha aqui, outra bolinha aqui. Memória ruim, cansaço é muito comum também. Problema de libido. Enfim, são muitos os sintomas”, aponta Flávia Cyfer.
Tânia se prepara para começar a dieta e o Globo Repórter vai acompanhar. “Tudo que eu fizer ou deixar de fazer, ela vai registrar”, conta Tânia mostrando uma câmera.
Existem vários tipos de dietas desintoxicantes. A detox tradicional é sem lactose, sem glúten e sem proteína animal. Ou seja: nada de leite e derivados. Alimentos à base de farinha de trigo, cevada, aveia, também não. E não pode carne nenhuma.
“As aves, que hoje a quantidade de hormônios, de antibióticos que elas recebem, elas acabam vindo como uma bomba de toxinas. Infelizmente, hoje, o salmão também, porque a gente compra um salmão de cativeiro, então ele recebe hormônio. E aí não tem ômega 3, que dê jeito contra todas essas toxinas que vêm nele também”, explica a nutricionista clínica funcional Flávia Cyfer.
Tânia escolheu fazer a desintoxicação com as orientações de um especialista em medicina indiana. “É uma dieta que a gente propõe que seja feita por um período curto. A gente está fazendo com que o organismo acorde seu metabolismo e o seu poder de autocura e o seu poder de expulsão daquilo que não é natural, digamos assim”, explica José Luiz Azevedo.
Mas tem um segredinho: a massala. Para a medicina indiana, os temperos são tão importantes quanto os principais alimentos. Eles ajudam a acelerar o metabolismo e funcionam como antídotos para as toxinas que a gente come.
“Principalmente, pimenta, cominho, coentro, cravo, canela”, diz José Luiz.
Basta tostar em panela aquecida e bater no liquidificador. Suco verde também não pode faltar. De espinafre com cenoura.
No primeiro almoço: arroz integral e legumes temperados com a massala.
“Nesse momento, claro, se eu disser que não estou sentindo falta de sal ou de um tempero um pouco mais forte. O tempero mais forte não, mas do sal com certeza”, comenta Tânia.
E não é só do sal que Tânia vai sentir falta.
Monica: Então, no seu ambiente de trabalho, você tem a tentação sempre por perto?
Tânia: Sempre. Um estalar de dedos, e ela está na minha frente.
Como não existe dieta mágica, Tânia vai precisar de muita disciplina. Ariceli conseguiu.
Globo Repórter: Desde o início da sua dieta até agora, quantos quilos você perdeu?
Ariceli: Pesei hoje: 24kg.
Ela fez a primeira desintoxicação há um ano e dois meses. “No começo eu estranhei porque é sem lactose e sem glúten”, conta Ariceli. 
“Muita gente pode discordar, mas vou falar que o glúten é uma das coisas que mais intoxicam a gente também. Está aonde? Na cerveja, no biscoito, no bolo, no pão, no crepe, na massa, na lasanha”, explica Flávia Cyfer.
Globo Repórter: O que você comia antes?
Ariceli: Batata frita, hambúrguer, queijo. Sorvete, bolo, bastante pão.
E essa transformação toda só foi possível depois de uma grande mudança dentro de casa e começou na cozinha. Refrigerante, por exemplo, não entra mais. E não é só isso. A lista de compras agora é outra.  A Ariceli deixou de consumir produtos industrializados e passou a comer muito mais frutas, legumes, verduras. Alguns que ela nem conhecia antes. E a vantagem é que com isso a conta do supermercado também emagreceu.
“Mais sequinha, mais saudável e mais barata”, diz Ariceli.
“A gente pode fazer da detox uma dieta cara, ou uma dieta barata. Quando a gente está fazendo uma dieta detox, a gente está voltando ao nosso passado, onde existiam folhas, frutas”, ressalta Flávia Cyfer.
Para facilitar, Ariceli bate a couve fresquinha com um pouquinho de água. E assim tem sempre à mão cubinhos de clorofila congelada. Você pode fazer também gelinhos de salsinha com hortelã. E descobrir novas receitas de suco verde.
Uma outra dica: “Em vez de comprar um suplemento caro que vai estimular um crescimento de bactérias boas pro intestino, pra fazer uma defesa contra a entrada de toxinas, você pode fazer uma biomassa de banana verde”, diz Flávia.
Basta cozinhar a banana verde por 25 minutos, amassar e conservar na geladeira. Pode misturar na sopa, no molho de tomate ou até comer com um pouquinho de canela.
Agora, quem pensa que a Ariceli está passando fome, está enganado. “Muito enganado. É uma reeducação alimentar”, garante.
E até o filhinho da Ariceli aprovou a vitamina de leite de arroz com banana, cacau e linhaça.
E a Tânia, como está se saindo?
“Bom, hoje é o terceiro dia da dieta da Tânia e o Globo Repórter foi até o lugar onde ela trabalha pra ver como é que ela está se adaptando a essa nova rotina. Vamos dar uma olhadinha como está a Tânia”, diz a repórter Mônica Teixeira.
“Acabei de preparar o meu suco verde. É o suco das 11 horas. Estou levemente atrasada, mas acabei de tomar. Estou super disciplinada”, conta Tânia, que comemora: “Um detalhe hoje importantíssimo: a minha camisola favorita que estava ajustadinha. Hoje eu levantei e já percebi que a bichinha estava solta no corpo. Foi outra surpresa agradabilíssima. Não é esse o objeto principal, mas oba!”.
No prato do dia, um poderoso alimento desintoxicante: o inhame.
“Dizer pra você que eu abriria mão disso com o maior prazer pra esse tipo de alimentação, isso não seria verdade, de forma alguma. É complicado. Você tendo essas coisas gostosas à sua mão e pensar ‘hoje o meu almoço vai ser arroz integral com lentilha e inhame com salada de rúcula”, conta Tânia, que comenta: “São 13h15. Estou um pouco atrasada, mas pelo menos o meu almoço está aqui. Vamos ao pozinho mágico, aquele dos temperos. E a outra orientação também foi usar o óleo de gergelim. Que senão a comida fica muito seca. Já não é essas coisas. Se ainda for seca, aí piorou”.
Na casa da Ariceli, a alimentação que ajuda a desintoxicar já faz parte da rotina. No dia da gravação tinha salada, peixe no forno e temperos frescos.
O novo cardápio caiu no gosto da dona Odete também. Ela começou ajudando na cozinha. Provou e também emagreceu. “Gostei muito, viu? Eu perdi uns quilinhos bons. Dezoito quilos”, conta Odete Gomes, empregada doméstica.
“O emagrecimento vai ser uma consequência e - principalmente - vai ser uma consequência de mudanças de hábitos acompanhados de uma reeducação alimentar. Os benefícios vão muito além da balança”, diz Andrea.
Globo Repórter: Hoje você é uma nova mulher?
Ariceli: Sou, com uma autoestima lá em cima, o intestino funcionando bem, uma capacidade mental melhorou, a rinite eu quase não tenho. Eu tinha muita crise de rinite, melhorou muito a alergia. Tenho disposição. É outra coisa, sou muito mais feliz, hoje eu sou uma mulher feliz.
Para Tânia é só o começo: “Eu amei a comida hoje, amei. É o quinto dia, não sei se você acaba se adaptando ao tempero, à pouca quantidade de sal, mas a comidinha vou um negócio que eu estou raspando. Tem aqui uma folhinha da rúcula que eu estou catando. O prato está completamente pelado”, conta.
Será que os dias de desintoxicação deram resultado?
Globo Repórter: Chegou a hora da verdade, de subir na balança: 1,6kg a menos em apenas cinco dias.
E a fita métrica revela outra surpresa: Perdeu 3 centímetros de cintura.
Os exames de sangue mostram que o colesterol caiu de 209 para 183. Triglicerídeos de 70 para 37. Até a pressão baixou.
“Eu estou muito feliz com o resultado”, diz Tânia.
Um mês depois reencontramos a Tânia na consulta de rotina com a cardiologista. Boas notícias: o colesterol baixou mais ainda.
“Sem uso de medicação apenas com mudanças de estilo de vida e escolha da alimentação correta, hoje ela tem um colesterol de 167. Ela tinha no início do programa 209. Então, foi realmente uma melhora expressiva”, ressalta Rossana Rodrigues Moreira, cardiologista e geriatra.
E Tânia ainda perdeu mais alguns quilos: 5,6 quilos no total. “Está nas nossas mãos. É preciso muito pouco pra que você recupere a sua saúde e possa ter um padrão de vida físico e mental de qualidade”, afirma Tânia.

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