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A criação da Apple chega ao cinema com JobsFilme mostra passos de Steve e do colega Wozniak

Publicação: 06/09/2013 00:41 Atualização: 06/09/2013 00:56

Crédito: Playarte Pictures/Divulgação
Crédito: Playarte Pictures/Divulgação
Um filme construído à imagem e semelhança dos ideais de seu biografado. Jobs - que estreia hoje nos cinemas do país - é dedicado ao design, ao desenho de Steve Jobs, o criador de um dos negócios mais lucrativos e revolucionários do século 20. Nossa introdução ao personagem é o encontro com um ex-aluno descalço, sem banho, tentando encontrar uma vocação possível de abarcar sua ideia de beleza, pautado pela união de belas formas e alta tecnologia. Budista e adepto de um estilo de vida simples, a natureza parece realmente inspirá-lo, mas o crescimento do mercado de computadores acaba selando o destino do criador da Apple Computer Inc.

Foi o amigo do colegial, o engenheiro Steve Wozniak quem teve a ideia de juntar o monitor, o teclado e o processador de um computador com um sistema integrado e ideal para servir aos interesses de empresas e, mais tarde, invadir as casas de cidadãos comuns. Para se ter uma ideia — nesta espécie de Idade Média da informática — era a primeira vez que as palavras digitadas em um teclado podem ser vistas em tempo real pelo digitador. Hoje, o conceito parece banal, mas, nas garagens do Vale do Silício, no período em que a disputa pelo desenvolvimento de sistemas desse tipo eram feitas de suor e muito cérebro, o desenvolvimento do recurso poderia significar uma mudança na história da computação. Jobs reconheceu o alcance da criação do amigo imediatamente e se ofereceu para comercializá-lo.

O grande mérito desta biografia é não esconder a ascensão de Jobs — encostada no talento dos outros, além do temperamento difícil e do tratamento cruel destinado a seus colaboradores. A construção de um herói, mais parecido a um vilão, foi interpretado com entrega pelo ator Ashton Kutcher. Mas o esmero da produção em “construir” visualmente seu protagonista nos lembra da filosofia de seu biografado, que acreditava no investimento em estética e funcionalidade, apresentadas de forma única e insubstituível — como se pode ver nos seus produtos, bonitos, desejados e caros. 

A Apple é responsável por nossa obsessão pela tela sensível ao toque de telefones. Os smartphones, esse seres capazes de fazer exatamente tudo, exceto incentivar nosso convívio social em harmonia. (Yale Gontijo)

Fetiche
Apple I
Steve Wozniak é quem teve a ideia de juntar teclado, monitor e processador no mesmo aparelho. Por dentro, era pura tecnologia. Por fora, era feito de madeira mesmo

Apple II
O computador pessoal mais bem-sucedido da história. Jobs vendeu 6 milhões de unidades em 16 anos. O lançamento do segundo filho da linhagem foi feito em 1977, com financiamento de US$ 250 mil do empresário Mike Makkula.

Apple Lisa
O projeto foi batizado com o nome da primeira filha de Jobs, a menina que com a qual ele só se aproximaria oito anos depois do nascimento. Lisa foi desenvolvido com gastos exorbitantes e gerou uma briga interna entre os dirigentes da Apple. 

Macintosh
A queda e a ascensão de Jobs foram encapsuladas na placa-mãe deste computador. A criação da primeira geração de Macs desgastou a relação do criador da Apple com os executivos e foi a desculpa para a expulsão de Steve da empresa, em 1985. Antes de decretar falência, em 1997, a Apple o convidou para voltar. Jobs fez da segunda geração de Macintoshs um sucesso de vendas sem precedentes.

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