Homem confessa ter esquartejado e queimado dono de pousada
Pedro era professor e dono de uma pousada no centro de Guaratuba. Antes do sumiço ele alugou o estabelecimento para Ednilson e pediu o pagamento de seis meses adiantado, como garantia. Como não tinha o dinheiro, o locatário, que veio de Apucarana em abril, teria depositado dois envelopes vazios, informando ao banco o valor de R$ 20 mil em cada. Em 26 de julho, quando constatou a fraude, Pedro procurou o inquilino para cobrar a dívida. Foi seu último dia de vida.
Horror
Ednilson, em depoimento à polícia, contou que durante a discussão sobre o alugue, empurrou a vítima em uma escada. Pedro desmaiou e Ednilson aproveitou para asfixiá-lo com um saco plástico e um arame. Ele disse que enrolou o corpo em um tapete e, no dia seguinte, comprou uma serra, uma faca e carvão. Pedro foi cortado em pedaços e queimado na churrasqueira da pousada. As cinzas, ele jogou no lixo, segundo relatou o delegado Lúcio Lugli.
Depois de cometer o crime, Ednilson continuou administrando a pousada e falsificou a assinatura da vítima em um recibo de R$ 48 mil para comprovar o pagamento dos aluguéis aos familiares do empresário.
Mensagens
Conforme o delegado Lúcio, Ednilson procurou a família da vítima em busca de notícias do empresário. “Ele mandava mensagens pelo telefone de Pedro como se fosse a vítima, dizendo estava viajando”. Num site de pessoas desaparecidas Ednilson publicou dados de Pedro para que ele fosse encontrado.
Para a polícia a confissão do assassino provas recolhidas ao longo da investigação não deixam dúvidas sobre a autoria do crime. “Ainda vamos fazer perícia para encontrar indícios do sangue da vítima na pousada”, anunciou Lúcio Lugli.
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