PM morre em acidente na RJ-104



 O cabo do 7º BPM (São Gonçalo) Bruno Ferreira Carvalho morreu, na madrugada de ontem, num acidente de moto na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), na altura do Jardim Catarina, em São Gonçalo. A mulher dele, Marcela Marins Carvalho, que estava na garupa, ficou gravemente ferida. O acidente ocorreu um dia após o policial ganhar a liberdade por força de um ‘habeas corpus’ impetrado por seu advogado. Bruno e outros quatro PMs estavam presos desde dezembro, acusados de envolvimento com traficantes do Morro da Coruja, em São Gonçalo.
 

De acordo com familiares, Bruno e Marcela estavam voltando para casa, em Manilha. O PM que pilotava a motocicleta, uma Honda preta 600 cilindradas, teria perdido o controle ao bater num buraco e se chocou contra a mureta central da pista, logo após sair do viaduto de Alcântara em direção a Itaboraí. A moto bateu num poste de luz. Bruno morreu no local. Marcela sofreu fratura nas duas pernas e foi socorrida por bombeiros, sendo levada para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heal), no Colubandê.

Amigo - Triste e abalado com a morte do amigo, um policial do batalhão de São Gonçalo falou sobre o drama vivido pelo colega, que precisou provar para ele mesmo que estava livre. 

“Após ganhar a liberdade, a vontade de Bruno era andar sem rumo para se sentir livre. Uma das formas de sentir a liberdade era andar de moto, sentindo o vento bater no rosto”, disse o colega.

Habeas Corpus – Na terça-feira, Bruno e outros cinco policiais militares, presos na ‘Operação Dezembro Negro’, tiveram o habeas corpus concedido pela desembargadora Rosita Maria de Oliveira Neto, da 6ª Câmara Criminal do Rio. O advogado dos policiais, Marcos Espíndola, alegou falta de fundamentação nas prisões e que todas as provas do processo não indicavam culpa de seus clientes. O então comandante do batalhão de São Gonçalo, Djalma Beltrami, também chegou a ser preso, mas foi liberado em seguida também por falta de provas e responde em liberdade. O processo tem um total de 40 acusados, entre PMs e suspeitos de envolvimento com traficantes do Complexo da Coruja, no Vila Lage. 

Enterro - O corpo do policial foi enterrado ontem à tarde no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo, em clima de tristeza e muita comoção. Ele foi velado por apenas algumas horas na capela C do cemitério, de onde saiu para ser levado à sepultura. O enterro foi acompanhado por aproximadamente 50 pessoas, entre amigos e familiares. Bruno era casado e estava na Polícia Militar há cerca de nove anos. Familiares do policial, muito abalados, preferiram não falar sobre o acidente.


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