Paloma Oliveto - Correio Braziliense
Publicação: 26/07/2012 17:55 Atualização:
Já se passaram três décadas desde que a síndrome da imunodeficiência humana (Aids) foi descrita pela primeira vez, mas, além da prevenção, a única estratégia de luta contra o HIV são os medicamentos antirretrovirais. Apesar do sucesso das drogas que evitam a replicação do vírus, não existe cura para doença, e essa tem sido apontada por especialistas como a única saída para frear uma epidemia. Agora, uma pesquisa das universidades da Califórnia e da Carolina do Norte publicada na edição de hoje daNature descreve um tratamento que poderá acabar de vez com a infecção.
Mesmo quando os antirretrovirais conseguem evitar que o vírus faça cópias incessantes no organismo, o HIV jamais some do infectado. Ele se aloja nas células de defesa sem se expressar. Como está geneticamente inativo, não provoca danos nem é identificado como alvo pelos medicamentos. O problema é que, a qualquer momento, ele pode sair do esconderijo e começar a se replicar, atacando pacientes que já estavam com a carga viral — quantidade de vírus na corrente sanguínea — baixa.
Mesmo quando os antirretrovirais conseguem evitar que o vírus faça cópias incessantes no organismo, o HIV jamais some do infectado. Ele se aloja nas células de defesa sem se expressar. Como está geneticamente inativo, não provoca danos nem é identificado como alvo pelos medicamentos. O problema é que, a qualquer momento, ele pode sair do esconderijo e começar a se replicar, atacando pacientes que já estavam com a carga viral — quantidade de vírus na corrente sanguínea — baixa.
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