Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Nolan deveria ter parado no segundo e saído por cima.
O mito do Batman é maior em torno de Bruce Wayne, interpretado por Christian Bale, e esse mito foi explorado filosoficamente nos dois primeiros filmes (não que isso tenha sido uma coisa boa, mito de cu é rola)
Em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge essa exploração é praticamente deixada de lado. E lá vamos nós brincar de Michael Baye explodir tudo para disfarçar o roteiro ruim.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Batman: The Dark Knight Rises)
Christopher Nolan aposta suas fichas no fato dos fãs amarem cegamente o personagem e seus filmes. Isso é um trunfo que ele acredita funcionar incondicionalmente, mas que falha miseravelmente quando qualquer ser humano com um pouco de bom senso entra no cinema.
O filme começa vendendo a razão para o Batman ter abandonado a o pijamão do Batman por oito anos, com cenas poéticas e com um personagem após o outro fazendo monólogos intermináveis, detalhando os motivos para isso ter acontecido e tentando balancear os resultados, bons ou ruins.
A verdade é que como Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurgetem quase três horas você pode assistir a primeira hora para ter uma idéia do que está acontecendo, tirar uma soneca na metade (que é um poderoso sonífero, com muitas reuniões de diretoria, conversas sentimentais e muitas cenas com o Batman não sendo o Batman) e acordar na hora final o roteiro não vai perder muito sentido, não se preocupe.
Dica: Se você sentir vontade de ir ao banheiro mijar durante o filme, vá sem medo, não perderá nenhuma cena importante.
Ou talvez o roteiro simplesmente não faça sentido. O fato de Bruce Wayne estar usando uma bengala e logo depois estar todo ágil e serelepe não é uma falha tão gritante, o Yoda fez isso na segunda trilogia de Star Wars e até o Willy Wonka usou desse artifício no filme de 1970.
O trailer acima pode te enganar e fazer com que você vá ao cinema esperando muita porrada, quando o filme na verdade duas das quase três horas são somente uma lenga-lenga interminável.
Bruce Wayne, bilionário e burocrata, faz escolhas arriscadas e questionáveis, como contratar a anarquista Mulher Gato (Anne Hathaway) como empregada e torrar todo o seu dinheiro em uma bomba de fusão nuclear que poderá fornecer energia grátis para todo o mundo ou explodir completamente a cidade, o que chegar primeiro.
Daí entra em cena o Bane, um vilão bem construído por Tom Hardy(diferente do Coringa de Heath Ledger – referência eterna para os fanboys) e que tinha muita coisa a dizer, mas a máscara tapa a sua boca e deixa a sua voz parecida com a do Scooby-Doo, o que o deixa profundamente irritado, já que ninguém o compreende, e daí ele decide destruir Gotham City (no fundo eu acho mesmo que esse é omotivo real de Bane).
“Klmmm dwnn, Owctor! Awln’s nowt da tawmme furr ferr. Thwat cmmms lawtr.”
– Bane
Enquanto isso Bruce Wayne arranja um novo amiguinho, faz birrinha e não quer mais voltar a ser o Batman, o que leva uma eternidade até que ele crie coragem e entre novamente na fantasia de morcego. Só que alguma coisa ruim acontece, ele tira a fantasia, faz birra novamente e só volta a ser o Batman de novo no finalzinho do filme.
Ok, eu sou chato com todos os filmes do Batman, mas esse último precisava mesmo me lembrar dos primeiros o tempo todo? Será que os fãs já não assistiram aos filmes anteriores o suficiente? Precisava mesmo usar a técnica (muleta de roteiro) dos flashbacks filosóficos e profundos para explicar tudo o que os fãs já estavam cansados de saber?
“Não tenho nada de novo para dizer então vou ficar te enrolando por três horas com cenas conhecidas para você desligar o cérebro e não achar o filme ruim. Aproveite e durma um pouco.”
Muita enrolação e pouca porrada
Poucas cenas de ação, como a do estádio de futebol americano, são tensas e bem construídas. A maioria fica no escuro e deixa a impressão de que já tinhamos visto aquilo nos filmes anteriores (a não ser quando o Batmóvel voa, essa parece Transformers). Ah,SPOILER: Tem o Robin.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um filme que representa bem o personagem principal, Bane: é grande, forte, meio devagar, fala muito, diz pouco e não tem muita razão de existir.
vi lá no: http://omedi.net/batman-o-cavaleiro-das-trevas-ressurge-2/
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