Legista diz 'não ter dúvida' de que executivo foi decapitado vivo
G1
Elize está presa temporariamente na cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo. O caso vai ser julgado pela Justiça na capital paulista.
O corpo de Marcos chegou ao Instituto Médico Legal (IML) sem identificação para a equipe, disse Oliveira. "Entrou para nós como desconhecido", afirmou ele, em entrevista ao SPTV. Questionado sobre as circunstâncias da morte, o legista disse não ter dúvidas de que o empresário estava vivo quando foi decapitado.
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"A perícia indica reação vital na secção do pescoço e da raiz dos membros superiores", afirmou Oliveira. Caso o empresário estivesse morto, não haveria a hipótese de ser encontrado sangue nos pulmões de Marcos, fato que foi constatado pelo legista. "A entrada de sangue em vias aéreas é um movimento ativo. Então quer dizer que ele tem que estar respirando."
A defesa de Elize havia definido como estratégia defender que o corpo do executivo foi esquartejado pela mulher depois de morto. Mas a conclusão do legista causou uma reviravolta no caso.
Segundo o laudo, Marcos estava abaixado e recebeu um tiro de cima para baixo, vindo da arma de fogo empunhada por Elize, que estava de pé. O tiro foi à queima-roupa, segundo análise dos peritos, que constataram queimadura nas margens do ferimento.
A conclusão do laudo é que o executivo morreu por traumatismo craniano, causado pela bala, e asfixia respiratória provocada por sangue aspirado devido à decapitação.
Após quase quatro horas de reconstituição do assassinato do empresário Marcos Kitano Matsunaga, na noite desta quarta-feira (6), a Polícia Civil afirmou que Elize Matsunaga confirmou a versão dada no depoimento em que confessou ter matado o próprio marido. De acordo com o delegado do caso, Mauro Dias, as informações serão confrontadas com outras provas.
Coleção de armas
A Polícia recolheu no apartamento cerca de 30 armas pertencentes ao empresário, que era colecionador. Entre as peças, havia pistolas, fuzis e até sub-metralhadoras - todas legalizadas, segundo os policiais presentes na reconstituição. O material foi levado para um cofre do DHPP (Departamento de Proteção à Pessoa) por medida de segurança.
Depoimentos
A polícia deve ouvir nos próximos dias os funcionários do prédio onde o empresário morava com a família. De acordo com o diretor do DHPP, Jorge Carrasco, apesar da confissão de Elize, as oitivas devem ocorrer para confirmar, ou não, a versão dada por ela sobre o crime. Uma das babás da filha do casal foi ouvida nesta quarta-feira e liberada.
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