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Explosões deixam 40 mortos e dezenas de feridos na Síria
Pelo menos 40 pessoas morreram e 170 ficaram feridas nesta quinta-feira (10) após duas explosões na zona de Qazaz, na periferia de Damasco, informou a televisão síria. Carros pegam fogo após explosão de duas bombas em Damasco, na Síria
O atentado duplo aconteceu perto de duas sedes dos serviços de Inteligência, onde dezenas de carros e ônibus pegaram fogo, segundo pôde constatar a Agência Efe.
As explosões, cuja origem ainda é desconhecida, tiveram como alvo um edifício do denominado corpo da Inteligência Palestina e uma sede dos serviços de Aviação.
Escombros, sangue e vidros das janelas de edifícios próximos cobriam o solo, onde as detonações abriram um buraco de quase dois metros de profundidade.
O regime sírio considerou este ataque como uma prova de que vem combatendo terroristas que tentam derrocá-lo, e não uma revolta popular.
Uma equipe de observadores da ONU se transferiu para inspecionar o lugar dos atentados. No local, o chefe da missão, o general norueguês Robert Mood, afirmou que "este ato terrorista" não representa uma solução para os problemas da Síria.
Os observadores se encontram no país para verificar o cumprimento do plano de paz da ONU, que estipula, entre outras coisas, um cessar-fogo, em vigor desde 12 de abril.
Atualmente há 70 observadores militares e 43 civis no terreno, com cinco bases nos arredores de Damasco e alguns analistas desdobrados em Homs, Hama, Idlib, Deraa e Aleppo.
OPOSIÇÃO
O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal grupo opositor no exílio, considera que os atentados desta quinta-feira na periferia de Damasco beneficiam o regime de Bashar al-Assad, disse à Agência Efe um porta-voz desta organização, Emad Hosari.
"O CNS nega qualquer implicação nos atentados e pede uma investigação", afirmou em uma conversa por telefone o porta-voz opositor.
Hosari reiterou: "Estes atentados servem ao regime sírio, que é quem mais se beneficia deles".
Hosari lembrou que "desde o primeiro momento o regime sírio dirigiu suas ofensivas contra civis", e explicou que a intenção de Damasco é dissuadir os observadores da ONU desdobrados no país de fazerem seu trabalho.
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