STF concede liminar a Carlinhos Cachoeira
O bicheiro não precisará depor nesta terça-feira à CPMI; defesa pediu para analisar relatório de acusação antes de nova data
Da Redação noticias@band.com.br
O depoimento de Cachoeira na CPMI estava marcado para esta terça-feira. No entanto, a defesa do bicheiro pediu para analisar o relatório de acusação antes de depor. O pedido foi negado pelo presidente da comissão, senador Vital do Rego (PMDB-PB), o que levou os advogados a entrar com um pedido de habeas corpus ao STF.
“Para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito”, destaca a defesa em um trecho da petição apresentada ao Supremo.Os advogados prosseguem alegando que “caso decida silenciar, [Cachoeira] perderá valiosa oportunidade, não só de desconstruir as suspeitas que pesam sobre seus ombros, mas, também, de esclarecer fatos que tanto rumor têm causado”.
A CPMI, que tem Cachoeira como um de seus principais investigados, tem por objeto investigar, no prazo de 180 dias, envolvimento de políticos com o bicheiro, tento por base os dados obtidos pelas operações Vegas e Monte Carlo, realizadas pela Polícia Federal.
No pedido de habeas corpus, os advogados de Cachoeira alegam que a CPMI quer ouvir a versão do empresário para “avaliar as provas que porventura ele pretenda apresentar, de forma a lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa”.
1 Comentários
Lamentável que um Ministro do STF confunda uma CPMI com um tribunal. Aquela não julga,apenas investiga e relata.
ResponderExcluirUm sr. Cachoeira,minuciosamente instruido por seus advogados,fará um depoimento,se não inútil,prejudicial às investigações.
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