Vídeo - Tijuca: Homenagem ao Rei Luiz Gonzaga


Mola da Tijuca ferve a Sapucaí

Ex-atleta romeno ‘incorpora’ uma sanfona e empolga o público que estava na Marquês de Sapucaí com acrobacias ‘abrasileiradas’

Rio -  Um ex-ginasta romeno foi a ‘mola humana’ que levou a Sapucaí ao delírio quando a Unidos da Tijuca entrou na Avenida, na madrugada de ontem. Formada por 15 bailarinos, a comissão de frente com sanfonas que ganhavam vida e a performance importada do atleta, como fole multicolorido que se agigantava, rebolava e se enroscava, arrancou gritos de ‘É campeã’ já no Setor 1.
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
A ideia da comissão surgiu a partir da performance do romeno Veniamin, vista pelo carnavalesco Paulo Barros na Internet. A mola do ex-ginasta virou a sanfona que ganha vida, lembrando Luiz Gonzaga e seu instrumento. “Já fiz shows e apresentações em muitos países do mundo. Mas esta foi a primeira vez no Brasil. Estou impressionado com a energia das pessoas. É muito legal ver como o público vibra e participa”, comentou o ex-ginasta, que mora em Orlando (EUA).


Sanfona 'Viva'
O treinamento foi à distância. “Fizemos ensaios Rio-Orlando, mandando e recebendo vídeos”, conta Priscilla Mota, coreógrafa da comissão com o marido, Rogério Negri. O artista ensinava seus movimentos e aprendia a história de Luiz Gonzaga. “Tivemos de abrasileirar o Veniamin”, brinca ela.
As sanfonas eram abertas e dançavam. Ao fim do número, os personagens Maria Bonita e Lampião, abriam porta de onde saía um fole – a mola da sanfona – que rolava pelo chão e fazia acrobacias. “Além de usarmos a canção ‘Vida de Viajante’ como referência, queríamos fazer como se a sanfona ganhasse vida e saísse para pular Carnaval”, explica Priscilla.
Veniamin ensinou como se movimentar dentro da mola. “Dentro da vestimenta, não há como ver e escutar bem. Naquela estrutura, ele mistura contorcionismo e ilusão, que fazem parecer que ele tem mais de 2 metros”, revela Priscilla. Foram três meses de ensaios, no último mês, foram diários e por oito horas. “Foram muitas noites e madrugadas treinando”, conta Tatiana Mello, 31, a Maria Bonita.
O desfile-surpresa teve bonecos de barro, reis pops, como Roberto Carlos e Michael Jackson, parque de diversão e sósia de Luiz Gonzaga. “A Tijuca é a capital do samba do Rio”, empolgou-se o presidente da escola, Francisco Horta.
A oito metros de altura
O Rei do Baião foi incorporado por legítimo representante do Carnaval carioca. Aderecista da própria Unidos da Tijuca, Nino Vitorinio, paraibano de 39 anos, subiu no carro a mais de oito metros de altura, sob uma base estreita, com um só apoio e a sanfona. “Tive muito medo no início, mas com os ensaios fui superando”, contou Nino, que não tem intimidade com o instrumento. “Não sei tocar”.

Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
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Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
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